Capa » Notícias Gerais

5 de Junho de 2018 às 09:10

Psicóloga, ex diretora do SENALBA-MS toma posse de cargo na prefeitura municipal

Em maio, a psicóloga Márcia Prates, ex diretora do SENALBA-MS e da Fitedeca (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Difusão Cultural e Artística dos Estados de GO, MT e MS), assumiu novos horizontes no âmbito profissional, deixando uma contribuição inestimável na história do sindicato.

A psicóloga trabalhou 16 anos no SESI, ministrando palestras e organizando eventos na área social. Em 2018, foi convocada pela prefeitura municipal de Campo Grande (MS), após aprovação em concurso público. Agora, atua no Conselho Tutelar Municipal.

No movimento sindical, contabiliza-se 10 anos de atuação. Sobre esse período, o aprendizado e contribuição são citados com entusiasmo pela psicóloga.

“Foi uma experiência enriquecedora. Tenho um perfil de querer saber, me informo sobre tudo que acontece ao meu redor, participei de assembleias, mesas de negociações e interagi com a categoria. Costumo comparar  a atividade sindical com a política. E hoje, com tudo que aprendi e vivi nesta área, é possível acreditar que sim, podemos mudar os rumos do nosso país. Estive ao lado de uma colega de trabalho, Maria Joana Barreto, que assumiu a diretoria de um sindicato que estava falido, desacreditado. Com idoneidade, ela trabalhou, com uma postura ética mudou a realidade do SENALBA-MS.  No Brasil, quando temos políticos que só querem trabalhar por benefícios próprios, alienando o povo, todo o país é prejudicado. Assim é no movimento sindical, se o presidente não trabalhar pela categoria, todos são prejudicados. Desta, forma, hoje tenho como argumentar que é possível fazer diferente, garantir conquistas quando temos representantes sérios e honestos”, enfatiza.

Sindicalizar

Márcia Prates reforça a necessidade de cada trabalhador somar forças ao sindicato. “Hoje ainda existe uma ideia arcaica e até medo da sindicalização, as pessoas acham que o sindicalismo ainda é como nos anos 60, com radicalismo ou perseguições aos filiados. Tanto o trabalhador, quanto os representantes patronais precisam entender que não é assim. O fato de estar sindicalizado não quer dizer que o trabalhador esteja contra o patrão. Ao contrário, o sindicalismo de hoje busca o diálogo, a melhor relação entre a força de trabalho e instituições. Por exemplo,  atualmente já existe uma cultura de benefícios no mercado, que não existia na década de 70. O cenário mudou,  o trabalhador sindicalizado não oferece perigo algum à empresa. Se a maioria se sindicalizar, a empresa perceberá que os trabalhadores não são seus inimigos, apenas querem fortalecer seu sindicato para viabilizar o melhor diálogo com as opiniões dos profissionais e, também, a partir da filiação podem utilizar os benefícios oferecidos pelo sindicato”, explica.

Fonte: SENALBA-MS


K Outras notícias